quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril: A queda do fascismo em Portugal e na Itália



O dia 25 de Abril representa a queda do fascismo não apenas em Portugal (1974), mas também em Itália (1945).Apesar de já teem passado 33 anos anos sobre a data da Revolução ainda continuam a existir certos sectores da direita que convivem mal com a memória histórica da Revolução. Apesar de superficialmente procurarem ostentar um certo "verniz democrático", quando se fala da Revolução que pôs em causa o poder e os privilégios das oligarquias fascistas rapidamente estala o verniz.

Vem isto a propósito da última sessão da Assembleia Municipal do Porto, onde diversas bancadas apresentaram moções de saudação ao 25 de Abril e ao 1º de Maio. As bancadas do PSD e do CDS-PP votaram sistematicamente contra todas as moções apresentadas pelo PS, CDU e BE, com o argumento de que eram "passadistas" e "saudosistas" apenas porque recordavam os factos históricos associados a estas duas datas. O que esta por trás desta posição é a vontade destes partidos em apagar a memória histórica do fascismo e da Revolução, negando ao 25 de Abril o seu papel libertador e revolucionário. Pretende-se distorcer e manipular a história de forma a reescrevê-la de acordo com as conveniências da nova classe dominante que emergiu depois do ciclo das "privatizações" cujos laços sucessórios com a antiga classe dominante são evidentes. No entanto, como a imagem dessa antiga classe dominante não é muito boa entre os portugueses, a nova classe dominante necessita, por questões de marketing e de imagem, branquear o fascismo e apagar a memória histórica do que foi o fascismo e, principalmente, quem fora os principais beneficiários do fascismo.

A táctica desta Direita passa assim por negar que existiu fascismo em Portugal, concedendo apenas a existência dum autoritarismo exercido por um único homem, sózinho e isolado. De acordo com esta teoria também não existiram beneficiários, nem apoiantes do fascismo em Portugal. O revisionismo histórico do 25 de Abril passa também por negar o seu carácter revolucionário, substituído por uma "Evolução" que já se teria iniciado com o "Marcelismo".

A Direita portuguesa, particularmente a que se senta na Assembleia Municipal do Porto (com algumas excepções) convive mal com os factos históricos e por isso o branqueamento da história é uma peça central na sua ofensiva ideológica.

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